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Porto de Montreal: empregadores marítimos alteram horários dos estivadores

O MEA argumenta que o trabalho tem que ser feito, seja movendo contêineres ou descarregando navios. (Foto: Ryan Remiorz para a imprensa canadense)

A situação se agrava no porto de Montreal, enquanto a Associação dos Empregadores Marítimos anuncia nesta quinta-feira que mudará os turnos dos estivadores a partir da próxima segunda-feira, medida que os irrita.

A Associação de Empregadores Marítimos anunciou que deveria agir desta forma para conter os efeitos nocivos da greve dos 1.150 estivadores do porto de Montreal. Eles se recusam a trabalhar horas extras e estão em greve de fim de semana desde os dias 17 e 18 de abril.

O MEA garante que, ao fazê-lo, apenas invoca uma disposição que já existe no acordo coletivo. Mas o sindicato vê isso de forma diferente.

Assim que soube das intenções da Associação dos Empregadores do Mar, o sindicato se reuniu para discutir o próximo passo. Ele ainda estava discutindo no final da tarde de quinta-feira.

A Associação de Empregadores Marítimos argumenta que o trabalho tem que ser feito, seja mover contêineres ou carregar e descarregar navios. No entanto, horas extras e greves de fim de semana afetam a fluidez da cadeia de suprimentos. A mudança de jornada de trabalho, que lhe permite mudar para horários “fora de turno”, visa garantir que o trabalho seja feito apesar da greve, admitiu.

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Mediação

No entanto, apesar desta tensão renovada, a mediação não é interrompida entre as partes.

A seção local do Sindicato Canadense de Funcionários Públicos (CUPE) afiliado à FTQ e à Associação de Empregadores Marítimos se reuniu na presença dos mediadores em 15 de abril. Mas, aqui novamente, divergências importantes de pontos de vista os separam quanto à interpretação a ser dada às propostas apresentadas.

Cada parte afirma ter apresentado uma contraproposta. A Associação dos Empregadores do Mar afirma que ainda aguarda a resposta oficial do sindicato dos estivadores, enquanto este último garante que respondeu que a sua oferta era inaceitável, pois se baseava na oferta do empregador que já tinha sido rejeitada em 99%.

Na quinta-feira, a Associação dos Empregadores do Mar informou que aguarda notícias não só do sindicato, mas também de mediadores federais. Ela diz que as partes não veem os mediadores desde 15 de abril.

Ela argumenta que, nesse ínterim, as repercussões da disputa trabalhista e as incertezas que a cercam se fazem sentir.

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Redação

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